Minha bala é minha clava
E ela se chama palavra:
Palavrão para os pudicos
Se atocha no cu dos ricos
E em rabos de tiriricos
Essa clava também lava:
A chama que arde em fuxicos
Santa Joana já espalhava:
Minha bala é minha clava
E ela se chama palavra.
ijs
quinta-feira, outubro 05, 2017
quarta-feira, setembro 20, 2017
Anúncio de antiga boa nova, dedicado pra você
(naquela expectativa jamais frustrada...)
charada que se desenigma,
o amor eterno máximo anarquista
passa mais sutil que os passarinhos
ele é protopunk e come flores
mas quando ela a misteriosa vem
junto essa coisa até que se complica
um bardo sempre mal disfarça as cores
e as dores óbvias gritam mudas sem
poder atrapalhar a trapalhada-zona-zica
e um dia um casal sempre se encontra
mesmo há dez milhões de anos atrás
mesmo com um mundo tolo todo contra
e com tudo entre tanto toda via ou mas
ijs [pra ...]
charada que se desenigma,
o amor eterno máximo anarquista
passa mais sutil que os passarinhos
ele é protopunk e come flores
mas quando ela a misteriosa vem
junto essa coisa até que se complica
um bardo sempre mal disfarça as cores
e as dores óbvias gritam mudas sem
poder atrapalhar a trapalhada-zona-zica
e um dia um casal sempre se encontra
mesmo há dez milhões de anos atrás
mesmo com um mundo tolo todo contra
e com tudo entre tanto toda via ou mas
ijs [pra ...]
quinta-feira, setembro 14, 2017
INVERNO ESTIVAL
('estival' significa "relativo ao verão", mas guglem assim mesmo)
O inverno nem acabou:
o inferno mau começou:
o inferno mal iniciou:
o tolo sequer estudou.
A temperatura é insana:
me gamo na mina bacana:
me dá gana ser Santana:
aí lembro que sim eu soul:
ânimo que a mina minou:
bagana de aminoácido
clássico e plácido e flácido
no almoço do fim da semana:
hare hare grana grana
ironia já pode dar cana
ijs
O inverno nem acabou:
o inferno mau começou:
o inferno mal iniciou:
o tolo sequer estudou.
A temperatura é insana:
me gamo na mina bacana:
me dá gana ser Santana:
aí lembro que sim eu soul:
ânimo que a mina minou:
bagana de aminoácido
clássico e plácido e flácido
no almoço do fim da semana:
hare hare grana grana
ironia já pode dar cana
ijs
quinta-feira, junho 29, 2017
Em aniversário de 13 anos desta bagaça...
*
Era uma vez um casal que usava balaclava.
O homem usava também bala e clava.
E a mulher, ela era
Uma homérica quimera:
Carinhosa como eu sempre sonhava...
ijs
*
Era uma vez um casal que usava balaclava.
O homem usava também bala e clava.
E a mulher, ela era
Uma homérica quimera:
Carinhosa como eu sempre sonhava...
ijs
*
terça-feira, maio 30, 2017
E AINDA OUTRO BUQUÊ DE LIMERIQUES...
*
em queda livre para cima
caindo retamente em curva
topando brigas
procurando rimas
e abrindo os olhos n´água turva
ijs
__
Havia este ponto dentro da reta:
Buscava nas curvas uma indireta;
Numa ida parou
Mas não se tocou
Que a ida era a volta completa.
ijs
__
Existe uma pinda na monha de angaba
Que também é cuque e de tiba se gaba:
Cidade sorriso,
Calçada que piso:
Os índios mandamos na taba!
ijs
__
Havia uma sílaba tônica
De certa palavra eletrônica;
Quando assistiu 'Tron'
Subiu o próprio tom
E então se entronou, histriônica.
ijs
__
Era uma vez uma musa dramática
Que tinha estratégia e também tinha tática:
Fazia uma cena
Sem tinta nem pena
Pois pra ela teoria era prática.
ijs
__
Era uma vez um poeta calhorda
Que andava de noite roendo uma corda:
Um dia, no hospício,
Seu fim teve início:
"Gritamos e ele não acorda!"
ijs
__
Atirei uma isca entristecida
No laguinho vazio da nossa vida:
Um peixinho escapuliu
Dizendo: "Onde já se viu
Vir pescar com isca entristecida?"
ijs
__
Havia certa graça em minha vida
A qual me chamava de amor, a querida:
Cometi sete erros,
Soltei alguns berros
E assim ficou sem graça a minha vida.
ijs
__
Havia uma mãe: e era a minha: Liana
Que voltou de viagem nesta semana:
Conheceu Jerusalém
Porém lá não disse amém
Qual legítima curitibana.
ijs
__
em queda livre para cima
caindo retamente em curva
topando brigas
procurando rimas
e abrindo os olhos n´água turva
ijs
__
Havia este ponto dentro da reta:
Buscava nas curvas uma indireta;
Numa ida parou
Mas não se tocou
Que a ida era a volta completa.
ijs
__
Existe uma pinda na monha de angaba
Que também é cuque e de tiba se gaba:
Cidade sorriso,
Calçada que piso:
Os índios mandamos na taba!
ijs
__
Havia uma sílaba tônica
De certa palavra eletrônica;
Quando assistiu 'Tron'
Subiu o próprio tom
E então se entronou, histriônica.
ijs
__
Era uma vez uma musa dramática
Que tinha estratégia e também tinha tática:
Fazia uma cena
Sem tinta nem pena
Pois pra ela teoria era prática.
ijs
__
Era uma vez um poeta calhorda
Que andava de noite roendo uma corda:
Um dia, no hospício,
Seu fim teve início:
"Gritamos e ele não acorda!"
ijs
__
Atirei uma isca entristecida
No laguinho vazio da nossa vida:
Um peixinho escapuliu
Dizendo: "Onde já se viu
Vir pescar com isca entristecida?"
ijs
__
Havia certa graça em minha vida
A qual me chamava de amor, a querida:
Cometi sete erros,
Soltei alguns berros
E assim ficou sem graça a minha vida.
ijs
__
Havia uma mãe: e era a minha: Liana
Que voltou de viagem nesta semana:
Conheceu Jerusalém
Porém lá não disse amém
Qual legítima curitibana.
ijs
__
terça-feira, maio 23, 2017
Mais um buquê com dez limeriques que até que dão pro gasto, não?
*
Havia um poeta funesto
Que além de tristonho era mesto;
Viveu entre os tais
E entre os marginais
Foi tido como o mais honesto.
__
Havia um poeta inconteste
Que fez meio verso que preste;
Depois de estudar
Veio a se diplomar
Doutor em poesia rupestre.
__
Havia um poeta pedestre:
Achava-se um mestre entre os mestres;
Entrou para a história
Coberto de glória:
Cavalo em monumento equestre.
__
Havia uma deusa dos jogos
Chamada Caíssa, e seu lógos
Não dava repúdio
Pois era interlúdio
Da vida e de todos seus fogos.
__
Havia um moleque Ricardo
Que tinha estatura de bardo:
Não era vagal
E seu nome - Chacal -
Ecoa em jograu goliardo.
__
Havia uma música míope
Mais bela do que Calíope:
Tocava sem pauta
Violão, banjo e flauta
Na banda dum médico etíope.
__
Havia um poeta medíocre
Que achava que a rima era tudo:
Porém neste caso
Não deu muito certo
E acaba sem rima o poema.
__
Havia um humano sujeito
Que achava esse mundo imperfeito:
Bolou muitos planos
E após muitos anos
Morreu: e só assim teve jeito.
__
Havia um velhinho careta:
fazia poesia concreta;
mas era bem quisto
bem mais do que o quisto
sebáceo do velho poeta.
__
Havia um versinho maroto
Com rimas achadas no esgoto:
Chorava sorrindo,
Sorria chorando,
Assoviando "Bichos Escrotos"!
__
Havia uma garota exótica
Que tinha visão hipnótica:
Sofreu um processo
Que trouxe o sucesso
Perdoada mesmo sendo erótica...
...
Havia um poeta funesto
Que além de tristonho era mesto;
Viveu entre os tais
E entre os marginais
Foi tido como o mais honesto.
__
Havia um poeta inconteste
Que fez meio verso que preste;
Depois de estudar
Veio a se diplomar
Doutor em poesia rupestre.
__
Havia um poeta pedestre:
Achava-se um mestre entre os mestres;
Entrou para a história
Coberto de glória:
Cavalo em monumento equestre.
__
Havia uma deusa dos jogos
Chamada Caíssa, e seu lógos
Não dava repúdio
Pois era interlúdio
Da vida e de todos seus fogos.
__
Havia um moleque Ricardo
Que tinha estatura de bardo:
Não era vagal
E seu nome - Chacal -
Ecoa em jograu goliardo.
__
Havia uma música míope
Mais bela do que Calíope:
Tocava sem pauta
Violão, banjo e flauta
Na banda dum médico etíope.
__
Havia um poeta medíocre
Que achava que a rima era tudo:
Porém neste caso
Não deu muito certo
E acaba sem rima o poema.
__
Havia um humano sujeito
Que achava esse mundo imperfeito:
Bolou muitos planos
E após muitos anos
Morreu: e só assim teve jeito.
__
Havia um velhinho careta:
fazia poesia concreta;
mas era bem quisto
bem mais do que o quisto
sebáceo do velho poeta.
__
Havia um versinho maroto
Com rimas achadas no esgoto:
Chorava sorrindo,
Sorria chorando,
Assoviando "Bichos Escrotos"!
__
Havia uma garota exótica
Que tinha visão hipnótica:
Sofreu um processo
Que trouxe o sucesso
Perdoada mesmo sendo erótica...
...
Um poema em duas partes
*
Por onde anda o poeta?
Pela água. Pela espuma.
Por becos de buracos negros.
Pelas estrelas vermelhas.
Por onde anda o poeta?
Pela matéria escura. Pela
via jamais trilhada, pela
estrada nunca pisada,
pela área ainda incompleta.
Por onde anda o poeta?
Pelas calhas de roda
desse comboio de corda
que se chama você sabe como:
é por onde o vento fez a curva
e a água clara ficou turva,
não bebida pela onça.
Por onde anda o poeta?
Por sua própria geringonça
de insuspeita canaleta:
pensando que era privada
aquela cabina estreita
na porta escrito: não se meta.
Por onde anda o poeta?
Não é por este planeta.
__
POR ONDE ANDA O POETA II: O DESGASTE
Por onde anda o poeta?
Por aqui mesmo, nesta sarjeta.
Na latrina mais nojenta,
comendo a carnificina
como se fosse caviar:
azar do poeta, sem mistifórios:
frequentamos os mesmos lavatórios,
ouvimos os mesmos discursos laudatórios,
fomos expulsos juntos dos melhores escritórios,
e estamos a sós aqui neste mesmo inferno.
Por onde anda o poeta?
Na palma da mão da amada,
que, se quiser, estala os dedos
e esmaga seu pobre estafeta:
por ali rasteja este poeta,
tenteando alguma fresta, ou retreta:
ali, ali sim está caminhando o poeta
por onde sequer lhe deu na veneta:
pela alameda larga
que vai dar numa valeta.
Por ela então anda o poeta?
Não anda: só estraleja. Ajeita
a jaqueta da dentadura na boca
e gargareja: a vida errada
está certa
menos completa
que imperfeita.
ijs
sexta-feira, maio 19, 2017
ESSA SERENATA
*
Essa serenata eu faço pra você
que me lê aqui
mesmo sem eu saber;
nesta noite fria
(sem brinca: Curitiba é fria no outono)
fico aqui brincando de gnomo;
sim: estou aqui
fazendo essa serenata
pra você: que sabe que
talvez amanhã seja um jamais
mas que o para sempre
começa esta noite
com essa serenata.
ijs
Essa serenata eu faço pra você
que me lê aqui
mesmo sem eu saber;
nesta noite fria
(sem brinca: Curitiba é fria no outono)
fico aqui brincando de gnomo;
sim: estou aqui
fazendo essa serenata
pra você: que sabe que
talvez amanhã seja um jamais
mas que o para sempre
começa esta noite
com essa serenata.
ijs
segunda-feira, maio 01, 2017
O POETA QUE PERDEU A GRAÇA
*
Era uma vez um bardo escandaloso,
afeito a arroubos de expressividade:
por vezes mais palhaço do que o Bozo,
por vezes sem qualquer necessidade.
Aos trinta e um tal poeta tão pateta
criou seu blog, o qual salvou sua vida,
tornando o também tradutor e exegeta
um alvo e uma figura conhecida.
Aos trinta e nove o nosso herói do verso
conheceu sua musa --- graça a maior:
mas antes que completo o multiverso
visse o giro de cinco anos desse amor
catástrofes se abateram sobre este
que agora por onde quer que passa
carrega a sombra triste e agreste
do poeta que perdeu a graça.
IJS (Curitiba, 01/05/2017)
Era uma vez um bardo escandaloso,
afeito a arroubos de expressividade:
por vezes mais palhaço do que o Bozo,
por vezes sem qualquer necessidade.
Aos trinta e um tal poeta tão pateta
criou seu blog, o qual salvou sua vida,
tornando o também tradutor e exegeta
um alvo e uma figura conhecida.
Aos trinta e nove o nosso herói do verso
conheceu sua musa --- graça a maior:
mas antes que completo o multiverso
visse o giro de cinco anos desse amor
catástrofes se abateram sobre este
que agora por onde quer que passa
carrega a sombra triste e agreste
do poeta que perdeu a graça.
IJS (Curitiba, 01/05/2017)
quarta-feira, abril 19, 2017
NUM ANIVERSÁRIO DA MORTE DE LORD BYRON
*
__Hoje vou ensinar como é a estrofe
__Que um lorde inglês usou num certo poema
__No qual versou de si tal qual mau bofe
__Que faz da própria vida o velho tema
__Fingindo que o fazer não tem problema:
__A estrofe chama-se “spenseriana”,
__E as rimas se intercalam neste esquema,
__Em nove versos feito este sacana
Aqui compõe e assina: Ivan Justen Santana.
ijs
__Hoje vou ensinar como é a estrofe
__Que um lorde inglês usou num certo poema
__No qual versou de si tal qual mau bofe
__Que faz da própria vida o velho tema
__Fingindo que o fazer não tem problema:
__A estrofe chama-se “spenseriana”,
__E as rimas se intercalam neste esquema,
__Em nove versos feito este sacana
Aqui compõe e assina: Ivan Justen Santana.
ijs
terça-feira, abril 04, 2017
Elegia 2017
*
Caí em desgraça
co´a musa mais bela
e agora sem raça
meu potro se atrela.
Meu sonho sacode
do bolso de poemas:
não saco uma ode
sem estratagemas
e estratos de gemas:
componho umas flores
nos versos das dores.
ijs
__
Caí em desgraça
co´a musa mais bela
e agora sem raça
meu potro se atrela.
Meu sonho sacode
do bolso de poemas:
não saco uma ode
sem estratagemas
e estratos de gemas:
componho umas flores
nos versos das dores.
ijs
__
quarta-feira, março 22, 2017
VOCÊ (NO DIA DO SEU ANIVERSÁRIO)
*
Você
queria ser
Mallarmé:
mala
você
já é.
Você
queria ser
um Rimbaud
mas nem
o fogo
você
roubou.
Você
queria ser
um sacana
dum artista
mas se
cansou até
de fazer
essa
lista.
ijs
Você
queria ser
Mallarmé:
mala
você
já é.
Você
queria ser
um Rimbaud
mas nem
o fogo
você
roubou.
Você
queria ser
um sacana
dum artista
mas se
cansou até
de fazer
essa
lista.
ijs
quinta-feira, março 02, 2017
Este soneto vai para Wagner Schadeck, Caio Tardelli, Rodolfo Jaruga, e Thadeu Wojciechowski
*
Eu sei que mais ninguém dá trela a versos
e que a leitura é coisa descolada
da realidade de quem sabe um nada
e opina em tantos temas controversos.
E sei também o quanto são perversos
os poucos que controlam a mão armada
da mídia a tratar todos qual manada
enquanto os temas sãos ficam submersos.
Mas sei também dessas aspirações
estranhas que cantou um poeta alerta
às músicas e às cores dos seus sons
e às notas dum perfume que desperta
a gargalhada oculta no sorriso
interno que empetala o chão que piso.
ijs
*
Eu sei que mais ninguém dá trela a versos
e que a leitura é coisa descolada
da realidade de quem sabe um nada
e opina em tantos temas controversos.
E sei também o quanto são perversos
os poucos que controlam a mão armada
da mídia a tratar todos qual manada
enquanto os temas sãos ficam submersos.
Mas sei também dessas aspirações
estranhas que cantou um poeta alerta
às músicas e às cores dos seus sons
e às notas dum perfume que desperta
a gargalhada oculta no sorriso
interno que empetala o chão que piso.
ijs
*
domingo, fevereiro 26, 2017
Hoje troquei a imagem-cabeçalho deste blogue...
E aqui vai um poema meu que o Roberto Prado postou na rede social que cada vez mais tem virado sinônimo de internet aos desavisados sempre de plantão.
hoje vou tirar a alma da lama
falar baixo a quem me odeia
e calar fundo em quem me ama
IJS
hoje vou tirar a alma da lama
falar baixo a quem me odeia
e calar fundo em quem me ama
IJS
domingo, fevereiro 19, 2017
Dois poemas que merecem transcrição...
Conforme alguns dos leitores desse blog sabem, e outros possivelmente nem soubessem se eu não comentasse aqui, um grande amigo meu e da minha turma de poetas parceiros de composições musicais e outras nem tanto, aqui em Curitiba, morreu na semana passada.
Edilson Del Grossi é talvez o mais marginal de nós marginais, e nunca chegou a publicar um livro-solo de poemas. Ele costumava compor em parceria, especialmente com o Antonio Thadeu Wojciechowski, o Sérgio Viralobos, o Chico "Capetão" Cardoso, o Edson de Vulcanis, entre outros meliantes que ainda não perderam seu latim.
Então aqui estão dois poemas excepcionalmente compostos a apenas duas mãos pelo Edilson, e que merecem entrar em qualquer antologia da poesia curitibana, paranaense, brasileira e intergalática (completa ou incompleta:)
POETA LAVANDO ROUPA
O tanque e o poeta
saíram pra conversar.
Um falando de guerra,
o outro falido de amar.
Quando as explosões começaram
o poeta fingiu de morto.
O tanque, muito vivo,
pensava só em seu corpo.
Um indiferente:
tanto faz morrer ou matar.
O outro segue em frente:
o mundo é pra passear.
Edilson Del Grossi
__
DEZ MIL ANOS EM BUSCA DO AMOR
Dez mil anos anos em busca do amor
que nos redimisse.
O poeta, mais que todos,
vem sofrendo dessa tolice.
O poeta, mais que todos,
vem sofrendo dessa tolice.
Como é esquisito
ver um homem bonito,
forte, inteligente,
forte, inteligente,
consumir-se nessa patetice!?
Como se no país das maravilhas
só existisse ele,
e não Alice.
Edilson Del Grossi
__
terça-feira, fevereiro 14, 2017
Presente do Dia de São Valentino
pra Faena Figueiredo Rossilho:
MONSTRUOSA BELEZA QUE NUNCA MORREU: TENS LUGAR À MESA ANTERIOR AO MEU
Quero amar apenas
desse amor completo
que mesmo nas curvas
vai direto e reto:
pois sou gente humana
com medo e receio
e este poema emana
seu fim pelo meio.
Tanto sentimento
sempre expresso a ela:
minha amada e templo
onde acendo a vela;
minha companheira,
minha companhia,
minha vida inteira
em meio à poesia;
minha celebrada,
festejada minha:
vinha a qualquer nada
e fez toda a linha;
minha Faeninha,
minha linda amada:
pena da almofada
da fada madrinha;
este poeminha
você já esperava
qual graça marinha
do seu rio de lava
que aqui encaminha
só mais um versinho
e um fogo no incenso
e um fumo mais denso
e vamos ao vinho.
ijs
__
MONSTRUOSA BELEZA QUE NUNCA MORREU: TENS LUGAR À MESA ANTERIOR AO MEU
Quero amar apenas
desse amor completo
que mesmo nas curvas
vai direto e reto:
pois sou gente humana
com medo e receio
e este poema emana
seu fim pelo meio.
Tanto sentimento
sempre expresso a ela:
minha amada e templo
onde acendo a vela;
minha companheira,
minha companhia,
minha vida inteira
em meio à poesia;
minha celebrada,
festejada minha:
vinha a qualquer nada
e fez toda a linha;
minha Faeninha,
minha linda amada:
pena da almofada
da fada madrinha;
este poeminha
você já esperava
qual graça marinha
do seu rio de lava
que aqui encaminha
só mais um versinho
e um fogo no incenso
e um fumo mais denso
e vamos ao vinho.
ijs
__
quarta-feira, fevereiro 01, 2017
Não é sempre que o pai da sua namorada faz sessenta anos de idade...
*
SESSENTA
(Ao Cesar Rossilho)
A vida está completa
Do ser humano em chama
Que mesmo sem resposta
Completa os seus sessenta
Com tudo que ele acerta
E tudo que ele ama
E tudo que ele gosta
E tudo que ele aguenta.
ijs
__
SESSENTA
(Ao Cesar Rossilho)
A vida está completa
Do ser humano em chama
Que mesmo sem resposta
Completa os seus sessenta
Com tudo que ele acerta
E tudo que ele ama
E tudo que ele gosta
E tudo que ele aguenta.
ijs
__
terça-feira, dezembro 13, 2016
PECARAM
*
PECARAM a favor de quem os elegeu:
não foi você, tampouco fui eu:
eleição = ilusão.
Pecaram a favor de quem detém a grana:
não é o João, muito menos a Joana:
são poucos = ouvidos moucos.
Pecaram a favor da salvação nacional:
salvação da revista, da TV e do jornal:
e o povo vai ter vez = feliz 2036!
__
PECARAM a favor de quem os elegeu:
não foi você, tampouco fui eu:
eleição = ilusão.
Pecaram a favor de quem detém a grana:
não é o João, muito menos a Joana:
são poucos = ouvidos moucos.
Pecaram a favor da salvação nacional:
salvação da revista, da TV e do jornal:
e o povo vai ter vez = feliz 2036!
__
sexta-feira, dezembro 09, 2016
MESMO MESMO (PRA MINHA GRAÇA)
(de ijs pra ffr)
mesmo que a rua rua (do verbo ruir)
mesmo que o poema seja vão chavão
e já vão longe as chances de sorrir
e sejam pobres as rimas como são
as comoções diante dos desastres
e os complexos complexos
e os contrastes com trastes
e os nexos desconexos reflexos
dos sexos de nós em nós até que sós
e após as pós e os pós sem dós
a linguagem finja esfinge
e se desfaça
algo sim ainda assim sublime nos atinge
e você foi é sempre será minha graça
___
mesmo que a rua rua (do verbo ruir)
mesmo que o poema seja vão chavão
e já vão longe as chances de sorrir
e sejam pobres as rimas como são
as comoções diante dos desastres
e os complexos complexos
e os contrastes com trastes
e os nexos desconexos reflexos
dos sexos de nós em nós até que sós
e após as pós e os pós sem dós
a linguagem finja esfinge
e se desfaça
algo sim ainda assim sublime nos atinge
e você foi é sempre será minha graça
___
terça-feira, novembro 08, 2016
SE DEIXAREM-SE
(pra toda humanidade, menos pro um por cento dela que submete os outros 99%)
Se deixarem-se deixar levar
pelas vozes verdadeiras
e entenderem que é pela Educação,
que a causa não é matar ninguém
(ao contrário dos que atacam)
e se perceberem
(e se perceberem?!)
que estão brigando consigo mesmos
quando deveriam
ouvir as vozes verdadeiras
e então entender,
então entenderão
que não é invasão
mas invenção
daquela velha nova escola
e então
só então
não
junto então
entenderão
que se todos se opuserem
ao desmanche
e à entrega da nação
o que é que eles
os poucos traidores
poderão?
Sim:
o que eles poderão?
Eles poderinhos
e nós é que poderão:
juntos então:
pelo aumento
e não diminuição
dos "gastos" com a Saúde
e a Educação!
Redução sim:
de salários e benesses
e auxílios aos que já têm tudo
e de sobra
sim:
auxílio é para quem precisa,
não para juiz com interesse de família
em jogo
que faria melhor
morou?
em se declarar parte interessada
e não dar mais mancada.
E assim, sim:
se deixarem-se
assim
pensarem diferente
de como estão
nesta questão
e se nos deixarmos
compreender
antes de vociferar
então
as vozes
verdadeiras
ver
darão:
e o que pode ser melhor
que um país que gasta
gasta não: investe
em educação?
IJS
Se deixarem-se deixar levar
pelas vozes verdadeiras
e entenderem que é pela Educação,
que a causa não é matar ninguém
(ao contrário dos que atacam)
e se perceberem
(e se perceberem?!)
que estão brigando consigo mesmos
quando deveriam
ouvir as vozes verdadeiras
e então entender,
então entenderão
que não é invasão
mas invenção
daquela velha nova escola
e então
só então
não
junto então
entenderão
que se todos se opuserem
ao desmanche
e à entrega da nação
o que é que eles
os poucos traidores
poderão?
Sim:
o que eles poderão?
Eles poderinhos
e nós é que poderão:
juntos então:
pelo aumento
e não diminuição
dos "gastos" com a Saúde
e a Educação!
Redução sim:
de salários e benesses
e auxílios aos que já têm tudo
e de sobra
sim:
auxílio é para quem precisa,
não para juiz com interesse de família
em jogo
que faria melhor
morou?
em se declarar parte interessada
e não dar mais mancada.
E assim, sim:
se deixarem-se
assim
pensarem diferente
de como estão
nesta questão
e se nos deixarmos
compreender
antes de vociferar
então
as vozes
verdadeiras
ver
darão:
e o que pode ser melhor
que um país que gasta
gasta não: investe
em educação?
IJS
Assinar:
Postagens (Atom)