quarta-feira, dezembro 30, 2015

A QUEM SABE E A QUEM NÃO SABE A QUEM DEDICO ESTE SONETO

*
Hoje eu acordei cantando,
pensando no desperdício
de andar insuflando os ódios
como quem parte — ou morre.

O tempo é espaço nefando,
nefando feito um hospício:
sabe a cloretos de sódios
e a dicionários de porre.

Se essa estrofe não bastava,
baste assim mais um versinho
e uma rima calma e brava

e um gole eterno de vinho —
pois hoje acordei cantando:
dançando — sangrando — amando.

ijs

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