quinta-feira, outubro 27, 2011

Em pleno surto poético...

PROCURA-SE DESESPERADAMENTE:

Pessoas boas que consigam festejar.
Que falem o que sentem bem como o que querem.
Que saibam ser gentis. Respeitem lar e bar.
Mantenham bom humor. E as que vierem e derem.
Que venham sim. Sutis. E demonstrem prazer.
Tanto em cumprimentar quanto em reconhecer.

Gente que leia mais. Frequente lançamentos
No veneno de ler. De avaliar as artes.
De verdadeiramente ampliar conhecimentos
E divulgar o que acha bom por quaisquer partes.
Um público que assista aos genuínos artistas.
Que aplauda sem ligar se assim vai dar nas vistas.

Alguém que não precise do choque de agora.
Que leia isto e tolere este tapa na cara.
Que entenda o que é linguagem. Som. Tom. Dor. Cor. Fora
Tudo mais que não cabe em rima pobre ou rara.
Quem ofereça a face. A fuça. A carapuça.
Fure-se a carapaça. Engula. Cuspa. Tussa.

Ivan Justen Santana
(27-10-2011)

5 comentários:

Anônimo disse...

Poema bonito e de uma súplica justa - justíssima!

Bj
G.

Adriana Karnal disse...

Falou tudo, guri: respeitem lar e bar.

Curitiba é um copo vazio cheio de frio disse...

Genial!

Janaína Leite disse...

Saio melhor todas as vezes que passo aqui.

Anônimo disse...

Ivan, meu nome é Daniel Zanella, tenho um jornaleco de literatura chamado Relevo, aqui de Curitiba. Estou pra lá de interessado em publicar este seu poema. Topas? Na edição de dezembro, em technicolor.

Tem uns PDFs do jornal aqui: www.letrasnumcanto.com.br/relevo

Vamos lá!

Abraços
Ah, meu emeio é esse aqui: jornalrelevo@gmail.com