domingo, julho 09, 2006

Como se eu fosse crítico de arte, cronista esportivo, poeta, lógico, louco e, acima de tudo, apaixonado e dedicado a amar... Puxa...

Então, eu ia dizendo: como se eu fosse mais Veríssimo que o próprio Veríssimo, e principalmente, mais verdadeiro e falso que qualquer pessoa capaz de produzir e atribuir um texto ao Veríssimo – coisa, de fato, que seu próprio nome já fundamental e perfeitamente contra-argumenta.

Escrever sobre a arte do futebol, assim, a princípio, já é muito duvidoso: arte? Futebol?
O que representam esses conceitos?

A noção de futebol, aparentemente simples, envolve as noções e os conceitos de:
esporte, jogo, tática, batalha, guerra, alegria, amor...
Enfim, um cronista esportivo não quer saber de conceitos ou muita filosofia...
Um cronista esportivo que se preze mesmo, quer fazer poesia em forma de prosa, seguindo a lição dos melhores: Mario Filho, Nelson Rodrigues, Armando Nogueira...
Vide o caso patético, e eu diria mais, peripatético, do nosso (paranaense) Carlos Alberto (aka Nêgo) Pessoa.

Mas sim, vamos voltar ao início do que eu queria dizer: este blog não apresentou virtualmente nenhuma menção ao futebol e à copa do mundo, a qual está prestes a terminar: porra, todo mundo só fala nisso e eu tentei fugir: assisti sozinho: não queria participar do delírio e da histeria coletiva, mas não dá pra não postar sobre.

Então, logicamente, entro de cabeça pra compensar a abulia (bom nome para um blog com postagens esparsas e dispersivas)...

Disseram na TV agora pouco que essa foi a copa dos zagueiros: puta merda: aí eu pensei o óbvio, o lógico, o simplesmente: perdemos de um a zero: era só ter economizado um gol contra o Japão e outro contra Gana, que Zidane e os alêlêblê tinha ido pra casa e nós teríamos encaçapado Portugal e faríamos com a Itália a final mais foda da história: e agora estaria todo mundo em polvorosa, pulando e babujando.

Mas o futebol, todos sabem, é uma caixinha de Pandora.

Então eu abri a caixinha, e descobri que hoje está frio e chovendo, e eu estava ali sozinho, diante do computador, sem internet, sem telefone, com a televisão de 29 polegadas dizendo: me assista, mas o coração apertado, inquieto, reclamando a presença daquela a quem farei votos de amar mais dedicada e compenetradamente na vida.

Que puxa...

Agora é a prorrogação.

Um comentário:

Priscila disse...

Você... Pô.
Te amo demais ao cubo.
:*